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Estripulias
5 min de leitura

Como arrasar na escolha do brinquedo de Dia das Crianças

O erro quase nunca é gastar pouco. É comprar o brinquedo errado. O método cabe em uma frase: olhe o que seu filho já faz sozinho, sem ninguém mandar.

O presente errado não é o mais barato

Todo mundo já viu a cena: a criança abre o pacote, dá aquele sorriso de agradecimento, brinca dez minutos e o brinquedo some embaixo da cama. Não foi o preço. Foi que aquele brinquedo não tinha nada a ver com o que ela gosta de fazer.

E o mais comum é errar justamente com o presente caro, porque na hora do aperto a gente compra o que está em destaque na loja em vez do que combina com a criança.

Comece pelo que ela já faz sem ninguém mandar

Esse é o atalho. Não é o que ela pede, não é o que a propaganda empurra: é o que ela faz sozinha quando está entediada e ninguém está olhando.

Praticamente toda criança se encaixa em um destes cinco jeitos de brincar — e várias em dois deles ao mesmo tempo:

  • A que desmonta tudo para ver o que tem dentro
  • A que conversa sozinha com boneco, bicho de pelúcia ou carrinho
  • A que não para quieta e precisa correr, acertar, lançar
  • A que junta, organiza e coleciona em fileirinha
  • A que quer fazer igual ao adulto: cozinhar, dirigir, atender, cuidar

Traduza o jeito dela em prateleira

Sabendo o jeito, a escolha deixa de ser palpite e vira uma lista curta. Cada perfil pede um tipo de brinquedo:

  • Desmonta tudo: blocos de montar, kits de encaixe, quebra-cabeça 3D
  • Conversa sozinha: bonecas, casinha, bichos, cenários para inventar história
  • Não para quieta: brinquedos de lançar, correr, mirar, andar
  • Coleciona: miniaturas, carrinhos, kits com várias peças que se somam
  • Faz igual ao adulto: cozinha, mercadinho, ferramentas, kit de cuidados

Depois pergunte se cabe na sua casa

Um brinquedo excelente na loja pode ser péssimo na sua sala. Antes de fechar, passe por três perguntas rápidas: cabe no espaço que vocês têm, dá para usar sem adulto do lado o tempo todo, e o barulho é suportável às sete da manhã de domingo.

Brinquedo que só funciona no quintal, em casa de apartamento, vira brinquedo de duas vezes por ano. Brinquedo que exige um adulto sentado junto vira brinquedo de nunca.

A idade na caixa é segurança, não é gosto

A indicação de idade responde a uma pergunta só: essa peça é segura para essa criança. Ela não diz se ela vai gostar.

Na dúvida entre duas faixas, vá pela maior em dificuldade e pela menor em risco. Brinquedo fácil demais é abandonado em uma tarde; peça pequena demais na casa com irmão pequeno é problema de verdade.

Um bom, em vez de três medianos

Com o mesmo dinheiro dá para levar três brinquedos razoáveis ou um que ela realmente queria. Na prática, os três razoáveis somam menos tempo de brincadeira que o único certo.

Se a intenção é que a data pareça maior, resolva isso na embalagem e no jeito de entregar, não picando o valor em três compras que ninguém vai lembrar em novembro.

O teste dos quinze minutos

Dá para saber se você acertou no primeiro dia. Depois da euforia inicial, observe se ela consegue ficar quinze minutos brincando sozinha, sem chamar você para participar e sem pedir para trocar de atividade.

Se conseguiu, o brinquedo entrou na rotina e vai durar meses. Se não, ele já mostrou o que vai ser: assunto de uma tarde.

O resumo

Olhe o que ela faz sozinha, traduza isso em um tipo de brinquedo, confira se cabe na casa, respeite a idade da caixa e concentre o dinheiro em um só.

É mais simples que ficar rodando corredor de loja no dia 11 de outubro tentando adivinhar.

Agora é escolher.

A Estripulias seleciona por dado: medimos o que as crianças estão vendo antes de colocar qualquer brinquedo na prateleira.

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